• Carlos Sampaio PNL

Como ser um gerente melhor

Atualizado: Fev 3


Como ser um gerente melhor? Você sabe por que você faz as coisas que faz para gerenciar? Sabe seus pontos fortes e fracos? Ou mais ainda, sabe como se tornar um melhor gerente? Se você quer saber tudo isso acompanhe esse vídeo até o final que você entender exatamente o que fazer. Eu sou Carlos Sampaio, sou Mestre em Administração, Trainer licenciado em Programação Neurolinguística pela The Society of NLP, nos Estados Unidos e um apaixonado por gestão. O que eu vou te trazer hoje é inspirado em um capítulo do livro How to Manage with NLP, de David Molden, que é um livro de Programação Neurolinguística e Neurociência voltados para a organizações e negócios. Para responder às perguntas que eu fiz à pouco é preciso ter um modelo que seja ao mesmo tempo explicativo, funcional e simples. Modelos são úteis porque nos permitem simplificar a realidade para torná-la compreensível e funcional. O livro utiliza uma adaptação do modelo de Robert Dilts, com cinco níveis que ajudam muito nessa compreensão e no diagnóstico de necessidades de mudança.

1. Identidade ou Papel 2. Valores e Crenças 3. Capacidades 4. Comportamentos 5. Ambiente

Acredito que os dois primeiros níveis são os mais importantes para entender por que acontece o que acontece e realizar as mudanças necessárias. Papéis, valores e crenças vão acabar se refletindo nos níveis inferiores, principalmente nos seus comportamentos que terão reflexos no ambiente. Então se o clima entre os componentes de uma equipe não está bom, muito provavelmente o líder tem de melhorar algum outro nível para produzir a mudança necessária no ambiente. Se o gerente tem como valor importante a pontualidade, isso poderá se refletir em um comportamento de chegar sempre no horário dos compromissos e de respeitar prazos de entrega e isso é bom. Isso acabará refletindo no ambiente, com a equipe valorizando mais cumprir o horário dos compromissos. Pode ser o gerente se veja como um general, daí isso se refletirá talvez em um comportamento mais duro com os subordinados. Geralmente isso vem acompanhado de uma crença do tipo, para me respeitarem tenho de ser firme. Se o gerente acredita que se as coisas só vão andar nos trilhos se ele estiver controlando de perto todos os seus colaboradores, ele adotará um comportamento de microgerenciamento da sua equipe. Por outro lado se ele se percebe como um guia, isso vai refletir em uma crença de que ele só tem de mostrar o caminho e deixar os detalhes com os colaboradores e portanto em um comportamento de menos microgerenciamento no ambiente da sua equipe. Posicionamentos errados de valores e crenças podem causar problemas para gerentes. Por exemplo, se o valor trabalho estiver acima do valor família ele tenderá a ter um comportamento workaholic prejudicando todo o Ambiente familiar. Se ele equilibra esses dois valores e adquire a crença de que é possível equilibrar o trabalho com a vida na família isso poderá ajudá-lo a desenvolver habilidades de delegar e gerenciar melhor seu tempo de modo a que consiga conciliar trabalho e vida pessoal, sem perda de produtividade. Observe que o nível capacidades é bem instrumental, pois ele é que diz como a pessoa vai operacionalizar os papéis, valores e crenças, novos ou velhos. Isso costuma ser uma falha nos treinamentos gerenciais. Mexe-se só no nível das capacidades mas não se trabalha a identidade, valores e crenças. Resultado: nada muda. Ah, e a empresa gastou dinheiro. Então, é preciso alinhar as o conhecimento e as habilidades a serem desenvolvidas com a identidade, os valores e as crenças do gerente em treinamento para que se obtenha os resultados que se quer obter. Diante de todo o exposto, é possível trabalhar no nível de comportamentos de alguma forma, ou seria uma perda de tempo sem mexer nos níveis superiores? Vou responder isso com um caso real para provar que sempre que você mexe em alguma coisa o sistema se altera. Lavar as mãos em unidades de saúde é um problema sério em função do comportamento dos profissionais. Um hospital nos EUA mudou isso utilizando o que é chamado de gatilho mental de conformidade social. Depois de experimentar vários métodos o hospital colocou um sinal sonoro e um placar que acionados todas as vezes que os profissionais lavavam as mãos. O resultado foi que as equipes dos turnos passam a competir entre si e a taxa de lavagem de mãos subiu substancialmente. Para finalizar é possível até mesmo mexer em um componente inferior e conseguir mudanças nos elementos acima. O importante é ter um propósito e conhecimento de como mexer nos componentes para gerar os resultados esperados

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